O problema que vejo no que chamaram de Feminismo Intersecional

Eu vou dizer em relacao ao intersecional que vi em blogs, nunca li teoria intersecional per se.
O feminismo radical divide as explorações em eixos estruturais com classes antagônicas (isso p
ode ser discutível mas acho que da pra dizer que é maioria). Todas as “opressoes” derivam dessas explorações, Opressao é um conceito vago. Mas qualquer opressão sofrida por uma mulher é diferente da sofrida por um homem.
O intersecional é uma linha que equaliza homens e mulheres e, pior que isso, tem a opressão masculina como parâmetro.
Então, a lesbofobia seria mistura de homofobia + misoginia. Isso 
A) faz com que a homofobia que os homens sofrem seja a forma pura dessa opressão
B) Deixa escapar que homofobia e lesbofobia são estruturalmente diferentes. O gay é oprimido (e não explorado) por conta de dividir a classe masculina e tornar ela a vítima do próprio sistema sexual de dominação que ela criou. A lésbica é oprimida porque ela nega acesso à dominação masculina, apesar de que ainda é ou foi explorada enquanto mulher se não for viver no mato. Lésbicas não sofrem homofobia, porque isso é diametralmente oposto a homofobia.
Outro problema com a palavra “opressão” ser assim vaga é que 
1) você não tem uma metodologia fixa de determinar se uma classe é ou não oprimida, não tem como ir verificar isso no mundo material
2) Você não tem como estabelecer quem é a classe que está explorando aquela classe. A partir disso, se o gay resolve dizer que mulheres heterossexuais o oprimem, ele pode e não há meios de ir conferir essa realidade materialmente.
Se você repara que a heterossexualidade é posta como privilégio tanto para mulheres como pra homens (de novo, coloca mulheres e homens no mesmo barco), você^percebe que o que eles têm usado como parâmetro de opressão é a aceitação social. E esse parÂmetro é péssimo, porque você ser bem aceita pelo sistema que te cria pra ser explorada e quer que você aceite isso não é um privilégio. Ser um homem heterossexual é um privilégio e ser uma mulher heterossexual é um risco de vida.
Pra além disso, divide as “opressões” em incontáveis, e não tem critério pra colocar novas opressões (além de aceitação social). Divide a classe de mulheres como se heterossexuais oprimissem lésbicas, e ok talvez até oprimam nesse sentido vago de opressão, mas não focar em exploração é enfraquecer a nossa classe, a percepção de que lésbicas e heterossexuais são igualmente exploradas por homens.
Eu sei que o que eu disse acima traz a d;uvida sobre a questão classial mas ela é complexa e to justamente escrevendo um texto sobre ela nesse momento, entao depois coloco aqui.

 

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Esta entrada foi publicada em 06/08/2014 às 23:23 e está arquivada sob Uncategorized. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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